Feira de Tradições Nordestinas comemora mais um ano cheia de vida

27/11/2018 0 Por afs
Feira de Tradições Nordestinas comemora mais um ano cheia de vida

 Em meados da década de 1940, levas de nordestinos, imbuídos de uma fé inabalável e movidos pelo desejo de conquista, a bordo dos paus de arara – veículos em precário arranjo -, lançavam-se nas estradas com destino a capital do país, Rio de Janeiro – cidade que tornou-se o “El Dorado” brasileiro.
Esses homens aventureiros, em trajes enxovalhados, desembarcavam no Campo de São Cristóvão com seus sonhos e sua cultura em busca de trabalho, principalmente na área da construção civil. A ideia de encomendar produtos da região-mãe aos motoristas, com suas idas e vindas, deu início ao comércio no local, o que gerou um território para encontros, conversas e diversões, que minimizavam a saudade da terra natal. Assim, uma habitual confraternização aos domingos, revestida de uma especial irmandade, se estabeleceu entre os recém-chegados e seus conterrâneos na capital.
Daí a origem do local que todos conhecem, hoje, com os vários nomes: Feira dos paraíbas, Feira de São Cristóvão, Feira nordestina e, oficialmente, Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas(CLGTN). No entanto, suas características e peculiaridades, o tornam um espaço único, representativo da resistência e manutenção da cultura nordestina fora de sua região. A data oficial de nascimento da feira é 2 de setembro de 1945, completando este ano, 73 anos.
Em 2003, com a reestruturação e revitalização do Pavilhão de São Cristóvão – inaugurado em 1962, para abrigar uma exposição -, a feira assume um novo formato em seu interior abandonado por quinze anos. O espaço mais amplo e estruturado foi a coroação à força de trabalho desse povo. Sendo hoje, um dos pontos turísticos mais visitados do Rio.